GUIA DE ARQUITETURA E MELHORES PRÁTICAS DE MERCADO Gestão e Automação de Identidades Digitais (Certificate as a Service)
1.1. Centralização Tecnológica: Para garantir a máxima eficiência e governança, as melhores práticas apontam para a adoção de um modelo unificado onde a plataforma de automação, o fornecimento de identidades globais e locais, e o suporte técnico especializado sejam providos por um único parceiro tecnológico. Isso elimina a fragmentação de responsabilidades e garante um ponto único de contato operacional.
1.2. Governança Financeira e Consolidação de Fornecimento: O modelo ideal de mercado para a gestão de identidades digitais baseia a remuneração em contratos de subscrição corporativa unificada. Na prática, centralizar a aquisição de todo o ecossistema criptográfico (TLS, SSL, Assinatura de Código e ICP Brasil) em um único parceiro tecnológico elimina a burocracia exaustiva de realizar múltiplas cotações, aprovações internas e processos de compra fragmentados ao longo do ano. Esse formato garante previsibilidade orçamentária para a instituição, assegurando a disponibilidade imediata dos ativos por meio de uma franquia de consumo consolidada. Para sustentar a alta disponibilidade da infraestrutura de orquestração e os rigorosos processos de auditoria, a melhor prática recomenda a aplicação de ciclos de faturamento integrais por identidade emitida, garantindo o equilíbrio financeiro e a continuidade do serviço.
1.3. Gestão de Nível de Serviço (ITSM): É altamente recomendado que a prestação do serviço gerido inclua uma plataforma própria de Gestão de Serviços de TI, sem custos adicionais de licenciamento para a contratante, centralizando a abertura de chamados, o acompanhamento de SLAs e a extração de relatórios essenciais para auditorias de conformidade.
1.4. Validade Jurídica e Assinaturas Digitais: A disponibilização de um portal nativo para a tramitação e coleta de assinaturas digitais no padrão ICP Brasil, com suporte a Carimbo de Tempo, agrega enorme valor ao ecossistema, garantindo total validade jurídica aos atos administrativos praticados pelos gestores da Organização Interessada.
1.5. Contingência para Ambientes Restritos: Considerando a complexidade de grandes infraestruturas, o projeto deve prever que ativos de rede legados ou incompatíveis com a automação direta recebam o material criptográfico de forma segura via portal ou correio eletrônico corporativo, assegurando que nenhum serviço da instituição fique desamparado.
2.1. Certificados de Infraestrutura Pública (TLS e SSL): A arquitetura corporativa deve contemplar um portfólio robusto de identidades web, abrangendo:
2.2. Certificados para Ambientes Internos (IP Privado e Intranet): A solução deve suportar nativamente a emissão de identidades válidas para redes locais e IPs privados (IntranetSSL), abrangendo modelos Standard, SAN, FQDN e Wildcard, garantindo criptografia ponta a ponta em sistemas internos que não respondem à internet pública.
2.3. Assinatura de Código Corporativo (Code Signing): O ecossistema deve prover identidades para proteção de software e scripts, nas modalidades OV e EV, exigindo flexibilidade de custódia tanto em Módulos de Segurança de Hardware (HSM) integrados quanto em Tokens criptográficos físicos isolados.
2.4. Identidade de Marca e E mail (VMC): A arquitetura deve estar preparada para a emissão de Verified Mark Certificates (VMC e VMC SAN), permitindo a exibição de logomarcas autenticadas nas caixas de entrada de e mail, elevando a segurança contra phishing e valorizando a marca da instituição.
2.5. Identidades ICP Brasil: O processo de emissão para pessoas físicas e jurídicas deve ser totalmente digital e remoto. A melhor prática de mercado exige que a validação seja realizada por videoconferência, aproveitando biometrias previamente cadastradas na base ITI.
Para mitigar riscos de vazamento e indisponibilidade, a tecnologia de orquestração adotada deve atender aos seguintes preceitos de classe Enterprise:
3.1. Automação e Descoberta Profunda: A plataforma deve possuir motores de varredura cega para identificar identidades ativas em portas padrão e não padrão. A automação do ciclo de vida deve utilizar protocolos nativos como ACME v2 com credenciais de vinculação externa (EAB), realizando o recarregamento dos serviços web de forma automática e transparente após a instalação.
3.2. Arquitetura de Cofre e Assinatura Virtual: Para as identidades de código e ICP Brasil, o sistema deve garantir tecnologicamente que o material criptográfico privado nunca seja exportado, baixado ou trafegado para as estações de trabalho dos usuários. A operação deve ocorrer no formato de assinatura virtual, onde apenas o resumo criptográfico (Hash) do documento é enviado de forma segura para ser assinado no cofre central ou HSM.
3.3. Integração e Resiliência: É essencial que a solução suporte deploys em alta disponibilidade, integração nativa via API com plataformas de gestão de credenciais privilegiadas (PAM) para provisionamento dinâmico, e gere trilhas de auditoria exportáveis em tempo real para ferramentas de correlação de eventos (SIEM).
A KeySec entende que a gestão de identidades digitais não permite margem para improvisos. Para garantir a segurança e a resiliência exigidas pelas maiores infraestruturas corporativas e governamentais do país, o nosso modelo de entrega é fundamentado em pilares sólidos de qualidade e parceria:
4.1. Resiliência e Conformidade Global: A nossa arquitetura é suportada por Autoridades Certificadoras Globais com histórico de operação superior a 25 anos sem quebras de segurança, operando em estrita conformidade com as normas internacionais ISO 22301, ISO 27001, ISO 27017 e ISO 27701.
4.2. Tecnologia Nativa e Orquestração Avançada: Garantimos que os motores de automação e os cofres criptográficos propostos em nossos projetos suportem de forma nativa e documentada a descoberta profunda de ativos, a orquestração via ACME v2 e a integração com plataformas de PAM.
4.3. Parcerias Estratégicas Oficiais: A KeySec mantém contratos de parceria direta e oficial com os fabricantes das tecnologias que implementa. Este vínculo formal garante aos nossos clientes o respaldo técnico direto das engenharias globais e a garantia de escalonamento para o nível 3 em qualquer incidente crítico, assegurando a continuidade ininterrupta das operações.
Para que possamos desenhar a arquitetura de automação ideal e dimensionar o modelo de subscrição que melhor atenda aos seus desafios, o primeiro passo é consolidar a visão atual do ambiente. Compreender esses números em conjunto nos permite estruturar uma transição segura e eficiente para o modelo de serviço gerenciado.
Recomendamos o levantamento inicial dos seguintes indicadores:
A KeySec está à disposição para apoiar nesse diagnóstico inicial, transformando esses dados em uma estratégia de segurança digital escalável e livre de burocracia.
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